pela mansarda entra a luz,
luz que expõe dois corpos nus,
dois corpos seguros e descobertos,
almas, calcadas, interligadas.
chuva de verão e, eles, cobertos,
os lençóis escondem as lágrimas derramadas,
circunstância forçada,
pelos dois carregada.
a incerteza instala-se quando se separam,
contudo desaparece quando se beijam.
conformidade que impede o crescimento,
o coração dela envolto em cimento,
com entrada exclusiva ao toque dele,
por ver algo que só vê nele.
romance medieval no século vinte e um,
sentimento que não se vê em lado nenhum,
amor nutrido de natureza secreta,
realidade que aos dois afeta.
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