quinta-feira, 2 de julho de 2026

pela mansarda entra a luz,

luz que expõe dois corpos nus,

dois corpos seguros e descobertos,

almas, calcadas, interligadas.

 

chuva de verão e, eles, cobertos,

os lençóis escondem as lágrimas derramadas,

circunstância forçada,

pelos dois carregada.

 

a incerteza instala-se quando se separam,

contudo desaparece quando se beijam.

 

conformidade que impede o crescimento,

o coração dela envolto em cimento,

com entrada exclusiva ao toque dele,

por ver algo que só vê nele.

 

romance medieval no século vinte e um,

sentimento que não se vê em lado nenhum,

amor nutrido de natureza secreta,

realidade que aos dois afeta. 

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