sofrimento permanente,
danos irreparáveis,
um corpo doente,
uma mente frágil,
entre os que sabem,
ninguém sabe,
como é bom fugir,
para um lugar sem retorno.
o tempo escapa-se me pelos dedos,
aperto a mão,
tento trava-lo.
falho,
não uma nem duas vezes,
falho,
sucessiva e ciclicamente.
em outros já não encontro nada,
nem mesmo nos risos ou sorrisos,
nem mesmo nas lágrimas e gritos.
a dor invade-me o pensamento,
poluindo tudo por onde toca,
e ó como me toca,
por dentro,
por fora,
por completo.
passado toda uma vida,
continuo em busca de uma saída,
vivo para que possa morrer um dia.
esse dia é, provavelmente, noite,
e,
durante a noite,
não ouço nada nem ninguém,
não me ouço,
nem ouço a dor.
durmo,
sonho,
acordo e choro.
tudo é fácil enquanto durmo.
pudesse eu dormir e não acordar mais.
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