quinta-feira, 11 de junho de 2026

    encaro o espaço, vazio, onde faltas tu. a ausência, tua, tem sido sentida excessiva e repetitivamente especialmente durante a noite onde ninguém fala nem se ouve nada a não ser os nossos próprios pensamentos.

 

        ao receber uma razão para sorrir aprendi a chorar e, quando choro, faço-o por desgosto. deito-me na cama, por cima dos lençóis. encosto a cabeça na almofada, olhando para o meu lado esquerdo, ainda com esperanças que lá estejas. só, com a mente que mente. somente de olhos fechados te vejo e só quando paro de ver te encontro.

 

    reciclo a memória que tenho daquela noite que passamos onde fomos a mesma pessoa e onde o movimento, que um de nós tinha, acabava no inicio do movimento do outro. acabou-se me o ar.

 

    este espaço, que chamo de quarto, nunca foi vazio até tu o teres deixado. 

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