quando ela me olha,
vê o que eu não vejo.
agarro na caneta,
preencho a folha,
como forma de cortejo.
o que o sol é para um planeta,
ela é para mim
antes de vir a pergunta,
respondo que sim.
nesta vida e na outra,
quero ser parceiro dela,
nunca encontrarei em pessoa outra,
o que encontro nela.
o sol entra pela janela,
a escuridão é abolida,
na minha cama,
vejo-a, despida,
a sua boca por mim chama.
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