sem razão,
sem motivo ou explicação,
perco-me e afundo-me.
bato no fundo,
bebo até encher o copo, já vazio,
bebo até o copo estar cheio de nada.
anseio um abraço, teu.
espero e desespero.
a vida é como um desafio,
que enfrento,
cego, surdo e mudo.
navego através do toque, áspero,
das minhas mãos,
as estradas, esburacadas,
que parecem ser não tanto lineares,
mas, sim,
desrelugares e cheias de altos e baixos.
nem tudo tem razão para ser,
e, em ser-se algo,
falho, repetida e ciclicamente.