sábado, 28 de fevereiro de 2026

sofro,

sem razão,

sem motivo ou explicação,

perco-me e afundo-me.


bato no fundo,

bebo até encher o copo, já vazio,

bebo até o copo estar cheio de nada.


anseio um abraço, teu.

espero e desespero.


a vida é como um desafio,

que enfrento,

cego, surdo e mudo.


navego através do toque, áspero,

das minhas mãos, 

as estradas, esburacadas,

que parecem ser não tanto lineares, 

mas, sim,

desrelugares e cheias de altos e baixos.


nem tudo tem razão para ser,

e, em ser-se algo,

falho, repetida e ciclicamente.

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