terça-feira, 13 de janeiro de 2026

passo pelas estações,

sentado, no comboio.


estações vazias,

que parecem já todas iguais,

sem nome e monótonas.


perceber-se-ia,

uma certa monotonia,

na minha caligrafia,

rendida e crua,

verdadeiramente nua.


passo pelo passado,

vivo ausente,

presentemente redundante,

de mente raza e plana.


ao pensar planeio,

planos que me fazem planar,

desperto,

caiu a pico,

em queda livre.


oceano gêlido,

faz de mim cubo num copo de whisky.


se nado pelo nada que chamo de vida,

espero afundar-me antes do sol nascer,

para que nunca saiba o que perdi.


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