passo pelas estações,
sentado, no comboio.
estações vazias,
que parecem já todas iguais,
sem nome e monótonas.
perceber-se-ia,
uma certa monotonia,
na minha caligrafia,
rendida e crua,
verdadeiramente nua.
passo pelo passado,
vivo ausente,
presentemente redundante,
de mente raza e plana.
ao pensar planeio,
planos que me fazem planar,
desperto,
caiu a pico,
em queda livre.
oceano gêlido,
faz de mim cubo num copo de whisky.
se nado pelo nada que chamo de vida,
espero afundar-me antes do sol nascer,
para que nunca saiba o que perdi.
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