passo pelas estações,sentado, no comboio.estações vazias,que parecem já todas iguais,sem nome e monótonas.perceber-se-ia,uma certa monotonia,na minha caligrafia,rendida e crua,verdadeiramente nua.passo pelo passado,vivo ausente,presentemente redundante,de mente raza e plana.ao pensar planeio,planos que me fazem planar,desperto,caiu a pico,em queda livre.oceano gêlido,faz de mim cubo num copo de whisky.se nado pelo nada que chamo de vida,espero afundar-me antes do sol nascer,para que nunca saiba o que perdi.
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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