sexta-feira, 14 de novembro de 2025

desgosto,

seco, amargo e nú,

campos, amarelos,

iminentemente devastados.


trovoada,

chuva ácida,

lágrima sujas e pesadas.


mundo, cruel,

estrada esboracada,

coração, sem cura,

canção depressiva,

fado silêncioso.


a morte,

eu, e ela,

sempre de braço dado,

incondicionalmente ligados,

desconsolada é a mente de quem pensa,

e, quem pensa,

sonha.


ao sonhar,

perco-me na nebulina,

encontro-me na solidão,

onde existe somente um tal Henrique,

e

a sua sombra.


caio na eternidade,

abraço o vazio que carrego.

não sou,

nem serei,

alguma vez,

algo.

sou nada.

possuo nada.

Sem comentários:

Enviar um comentário